domingo, 15 de maio de 2011

15 de Maio de 2011 - Conflito palestino-israelense

Uns fiapos da meada – 15 de maio de 2011

E segue a cobertura do conflito palestino-israelense, no Nakba de 2011, por sites de jornais e blogs.
Enquanto não sobrevêm as análises, vão se acumulando informações.
A maioria das notícias são reproduções quase literais de textos distribuídos pelas agências internacionais como EFE, Reuters, AFP, ou de jornais como NYT.
A partir de um levantamento em sites de jornais como The Guardian, Independent, Jerusalém Post e Al-Jazera, entre outros, selecionei alguns excertos de notícias, reportagens - excertos que traduzi para o português - que publico em meu blog http://unsfiaposdemeada.blogspot.com.

Alguns aspectos têm sido recorrentemente reproduzidos na cobertura do conflito no dia de “comemoração” ao Nakba:

A influência das redes sociais na tentativa de organização de uma terceira intifada;
A chegada da “primavera árabe” à palestina;
A influência Sírio-Iraniana, sobretudo da Síria e do Hezbollah, que teriam permitido o acesso de manifestantes palestinos às fronteira;
Entre outros aspectos.

Assim, predominam perguntas sobre:
Quem orquestrou as invasões coordenadas¿
Quem permitiu que os palestinos chegassem a fronteira¿

Essas perguntas, que buscam destacar o envolvimento da Síria, do Hezbollah e do Irã, na coordenação das marchas e manifestações palestinas, (teoria da conspiração disseminada pelo Governo, pelo Exército e pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel e reproduzida por grande parte da mídia internacional);
acabam por retirar o foco das causas das manifestações: a questão palestina e o êxodo provocado pela criação do Estado de Israel.
Na maioria das notícias, o sentido do Nakba, a contextualização histórica do êxodo palestino, a contextualização geográfica de sua dispersão pelo oriente médio, são aspectos básicos para compreender não apenas o conflito, mas principalmente a “diáspora” palestina, os quais são resumidos na ampla maioria das notícias, isso quando são explicados, a umas breves 2 ou 3 linhas.

Na espera de análises da parte de especialistas em relações internacionais, ficam alguns excertos das notícias e alguns links no Blog http://unsfiaposdemeada.blogspot.com, que podem nos ajudar a refletir acerca do conflito.


Traduções livres e excertos

O Exército israelense tem advertido por vários dias sobre distúrbios graves no Dia da Nakba, a data mais emotiva no calendário palestino.
Subjacente as advertências de Israel estão dois fatores:
- a sua ansiedade sobre primavera árabe, a onda de agitação varrer toda a região desde o início do ano;
- e as crescentes expectativas entre os palestinos do reconhecimento pela comunidade internacional de seu estado, em Setembro.
Adicionado a essa mistura potente, está o recente acordo firmado entre as facções palestinas Fatah e Hamas para se unirem, um acordo que tem preocupado seriamente Israel.
http://www.guardian.co.uk/world/2011/may/15/israeli-warnings-over-nakba-day


Várias pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas na Faixa de Gaza, Colinas de Golã, Ras Marou no Libano e na Israeli-occupied West Bank, no momento em que os palestinos marcaram o " Nakba ", ou dia da "catástrofe ".
O "Nakba" é como os palestinos se referem a fundação do estado de Israel, em 1948, quando cerca de 700 mil palestinos fugiram ou foram expulsos na sequência da criação do Estado de Israel.
(...)
Mais de 760.000 palestinos - hoje estimada em 4,7 milhões com seus descendentes - fugiram ou foram expulsos de suas casas no conflito que se seguiu a criação de Israel.
Muitos se refugiaram nos vizinhos Líbano, Jordânia, Egito e em outros países. Alguns continuam a viver em campos de refugiados.
Cerca de 160.000 palestinos ficaram para trás no que é hoje território israelense e são conhecidos como os árabes israelenses. Agora, eles somam cerca de 1,3 milhões, ou cerca de 20 por cento da população de Israel.
http://english.aljazeera.net/news/middleeast/2011/05/2011515649440342.html4


Mas este é o primeiro ano em que os refugiados palestinos na Síria e no Líbano tentam romper a fronteira militar israelense, em marchas inspiradas pelos recentes protestos populares no mundo árabe. Aqui também, os planos sobre os protestos se disseminados em sites de rede social.
(...)
Tem havido apelos na internet, de ativistas palestinos, para um levante em massa contra Israel começar em 15 de maio. Uma página do Facebook pedia uma terceira intifada palestina, ou levante, reuniu mais de 300.000 membros, antes de ter sido tirada do ar em março, após denúncias de que os comentários postados na página incitavam a violência.
By ETHAN BRONNER
http://www.nytimes.com/2011/05/16/world/middleeast/16mideast.html?_r=1&hp


Os tumultos deste domingo (...) marcaram a primeira vez que as táticas de protesto que vêm tomando o mundo árabe nos últimos meses são direcionadas a Israel.
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ja-sao-12-mortos-em-conflitos-entre-arabes-e-israelenses,719526,0.htm

Jovens palestinos em Gaza e na Cisjordânia têm organizado no Facebook e outros sites de rede social, por cerca de três meses, concentrando-se na questão da unidade palestina como um pré-requisito para uma luta eficaz contra Israel. Esse apelo foi inesperadamente conjugado - na superfície, pelo menos – com o Acordo do Cairo, assinado pelo Fatah e Hamas no início deste mês.
http://www.guardian.co.uk/world/2011/may/15/israeli-warnings-over-nakba-day

(...)
'Provocação iraniana'
"O que estamos vendo aqui é uma provocação iraniana, nas fronteiras com a Síria e com o Líbano, para tentar explorar as comemorações do dia da Nakba", afirmou o general Yoav Mordechai, porta-voz do Exército israelense.
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,protestos-nas-fronteiras-de-israel-deixam-ao-menos-8-mortos,719510,0.htm

Dr. Daphne Barak Richmond, uma especialista em direito internacional, do Centro Interdisciplinar de Herzliya, disse neste domingo que a violação da fronteira com Israel por manifestantes sírios foi um ato sem precedentes na história moderna e uma clara violação da soberania de Israel, conforme determinado pelo artigo 51 da Carta das Nações Unidas.
Ao mesmo tempo, ela disse, o disparo contra civis também foi uma violação do direito internacional e uma vez que os detalhes do evento sejam esclarecidos, poderá ser necessário que Israel explique suas ações.
(...)
Ela acrescentou que a incerteza na Síria pode ser um fator atenuante, permitindo que os soldados disparassem contra os manifestantes, mas sublinhou que é totalmente ilegal a ordem de disparar sobre civis desarmados. Outros fatores que devem ser considerados são o número de pessoas que tentaram cruzar a fronteira e a forma como eles fizeram isso.
http://www.jpost.com/DiplomacyAndPolitics/Article.aspx?id=220668

Embaixadas de Israel em todo o mundo receberam um memorando da noite domingo, do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
(...)
O memorando pediu a todos os oficiais israelenses estacionadas no estrangeiro para ressaltar em entrevistas à imprensa estrangeira que, desde que os militares sírios estão no controle das passagens fronteiriças do norte, os manifestantes que rumaram para a fronteira não teriam sido capazes de se aproximar - e muito menos de se infiltrarem no aldeia de Majdal Shams - sem o conhecimento e consentimento de militares Sírios.
http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4069080,00.html

A Síria, agora enfrentando intensa instabilidade interna, é o lar de 470 mil refugiados e lideranças palestinas. O governo Sírio, nos anos anteriores, impediu manifestantes palestinos de chegar próximo a fronteira com Israel.
http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/idf-unrest-along-israel-s-northern-borders-bears-iran-s-fingerprints-1.361870

"Não há liberdade de circulação na Síria; não há dúvida de que os manifestantes passaram por postos de controle do exército. Há uma certa lógica do ponto de vista de [presidente sírio Bashar] Assad - é para desviar a atenção do que está acontecendo na seara doméstica e lembrar que Israel é o inimigo real. Isso foi, sem dúvida, aprovado pelo regime. "
http://www.guardian.co.uk/world/2011/may/15/israeli-warnings-over-nakba-day

(...)
Na Síria, dezenas de postos salvaguardam a área de fronteira, que tem sido relativamente pacífica desde uma trégua em 1974. A chegada de centenas, ou milhares, precisaria, se não da permissão do governo, pelo menos, de uma vontade oficial para olhar para o outro.
Um dissidente sírio, citando relatos de residentes em Damasco, disse que grupos pró-palestinos pro-governo tinham colocado pessoas em ônibus que se dirigiam para a fronteira na noite de sábado.
http://www.nytimes.com/2011/05/16/world/middleeast/16mideast.html?_r=1&hp


há vários indicadores que sugerem que as autoridades sírias incentivaram essa ação inusitada:
• Centenas de pessoas correram para a área da cerca de fronteira e efetivamente destruíram dezenas de partes dela. Essas pessoas sabiam, na sua maior parte, que se fizessem algo contrário ao que desejasse o regime, eles seriam responsabilizados por isso. Alguém deveria ter explicitamente implicado que uma manifestação pacífica se tornaria violenta.
• Rami Makhlouf, primo do presidente sírio, Bashar Assad, foi citado há alguns dias pelo New York Times dizendo que "se há instabilidade na Síria, haverá instabilidade em Israel." Os eventos de domingo, em Golã, são uma manifestação da ameaça proferida pela autoridade síria, que também é um dos principais arquitetos da brutal repressão aos distúrbios da Síria.
• Ainda na Síria, os manifestantes afirmaram que tinham vindo "para reivindicar o direito de regresso, com seus corpos" – o que permite supor que as coisas tendem a aumentar em escala.
Por: Ron Ben-Yishai
http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4068983,00.html


Nos últimos anos, a Síria tem impedido os manifestantes palestinos de chegar em qualquer lugar perto da sensível fronteira Golan. Damasco, no passado, respeitou escrupulosamente o seu acordo de trégua com Israel.
(...)
Síria pode estar distraída e preocupada com os eventos no interior do país, mas tanto que não poderia ter evitado o incidente Golan se não quisesse que isso acontecesse?
O verdadeiro poder no sul do Líbano é o Hezbollah, o movimento xiita militante que foi criado no início de 1980 pelo Irã e Síria para lutar contra a invasão israelense do Líbano.
Se o Hezbollah não queria a ação dos refugiados palestinianos em Maroun al-Ras, na fronteira sul do Líbano com Israel, isso não teria acontecido.
Damasco e Teerã mantêm laços extremamente fortes com o Hezbollah, então, por extensão, o mesmo é verdade para eles.
O Libano, como a Síria, tem cerca de meio milhão de refugiados palestinos em seu território.
Mas a Jordânia tem algo como dois milhões, mas nas suas fronteiras com Israel, correndo ao longo do rio Jordão, não ocorreu nenhum incidentes. Porque Amã não queria que isso acontecesse. Apolícia jordaniana interveio para impedir que 200 estudantes palestinos marchassem em direção à fronteira, e seis deles ficaram feridos quando foram contidos.
By Jim Muir BBC News, Beirut
http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-13406869


As Forças de Defesa de Israel, no domingo, acusaram o Irã de orquestrar duas ondas de ataques ao longo de sua fronteira norte, quando os manifestantes palestinos tentaram infiltrar-se da Síria e do Líbano, durante as manifestações para marcar o Nakba Day, que comemora a "catástrofe" da criação do Estado de Israel .
http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/idf-unrest-along-israel-s-northern-borders-bears-iran-s-fingerprints-1.361870


Um porta-voz das Forças Armadas de Israel qualificou de "provocação iraniana" a tentativa de manifestantes árabes provenientes da Síria de entrar no território do Estado judaico nas Colinas do Golã.
http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI5131226-EI188,00-Violencia+no+Gola+e+provocacao+iraniana+diz+Israel.html

Morte de Bin Laden

sábado, 14 de maio de 2011
Um dos temas mais candentes, desse mês, foi, e ainda é, a morte de Osama Bin Laden e as suas conseqüências.

Primeiramente, ressalvamos que foi uma execução, à revelia da Justiça Internacional.

Bin Laden era terrorista e mentor da Al-Qaeda. Disso não há dúvidas.

No entanto, desde que a organização terrorista assumiu a autoria do atentado de 11 de setembro, há diversas dúvidas quanto aos reais orquestradores do atentado às Torres Gêmeas.

Além disso, não houve um julgamento, mesmo que a revel, em que Bin Laden fosse condenado à pena de morte.

Como afirma Marjorie Cohn, ex-President of the National Lawyers Guild, dos Estados Unidos:
“ Assassinatos seletivos violam os princípios bem estabelecido do direito internacional. Também chamado de assassinatos políticos, eles são execuções extrajudiciais. São ilegais e realizadas por ordem ou com a aquiescência de um governo, fora de qualquer enquadramento jurídico.

Não houve uma autorização, por tribunal internacional, para que os paladinos da justiça invadissem o território de um país independente e executassem Bin Laden.

O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Nai Pillay, inclusive, solicitou esclarecimento quanto a operação realizada pelos especialistas da Marinha estadunidense:

"As Nações Unidas condenam o terrorismo, mas possuem regras básicas de como a atividade de combate ao terrorismo deve ser realizada. (...) "Tem que estar em conformidade com o direito internacional", afirmou Pillay, segundo a Fox News.

A ONU deveria se pronunciar, por meio de seu Secretário-Geral ou, mais pertinente inda, mediante a Corte Internacional de Justiça, acerca do assassinato de Bin Laden. Se a execução contraria ou não o Direito Penal Internacional.

Para diversos doutrinadores, juristas e jornalistas especializados em direito internacional, Osama Bin Laden deveria ter sido capturado, levado para a Corte Internacional em Haia e julgado por seus crimes.

Para além da discussão sobre a legalidade da operação e da execução, há também o problema político, como afirma Robert Fisk, “O Ocidente, que sempre pregou ao mundo árabe que a legalidade e a não-violência era o caminho a seguir no Médio Oriente, deu uma lição diferente para as povos da região: a execução de seus adversários é perfeitamente aceitável”.






link para citações e textos utilizados para a redação do fiapo:

http://www.foxnews.com/world/2011/05/05/days-bin-ladens-death-chief-questions-legality-killing/

http://www.zcommunications.org/the-targeted-assassination-of-osama-bin-laden-by-marjorie-cohn

http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/fisk/robert-fisk-the-alqaida-leader-knew-he-was-a-failure-now-us-has-turned-him-into-martyr-2279180.html


Blog do Rodrigo Viana:
Em Nova York e Washington, jovens foram às ruas duas semanas atrás para “comemorar” o assassinato de Bin Laden. Foi um espetáculo triste. E não vi outros jovens – nas universidades, nas escolas, nas associações ou Igrejas desse imenso país da América do Norte – terem a coragem de ir pra rua e dizer: “alto lá; Bin Laden é (ou era) um assassino; mas até os criminosos têm direito a um processo legal, essa é a base da democracia”.
Não. Os Estados Unidos abriram mão disso. Trocaram Justiça por Vingança. E quem ousou protestar ficou isolado. Os Estados Unidos são um gigante combalido. E um gigante combalido é perigoso.
http://www.rodrigovianna.com.br/palavra-minha/los-angeles-o-churrasquinho-de-higienopolis-e-o-brasil-civilizacao-imperfeita.html


Nos EUA, a justiça é feita quando uma pessoa é levada a julgamento, não quando uma pessoa desarmada que não estava resistindo à prisão é executada sumariamente, que, aparentemente, é como Bin Laden morreu. A equipe militar que o executou provavelmente recebera ordens de trazê-lo de volta morto, e não vivo. Mas por quê? Os julgamentos de Nuremberg levaram líderes nazistas à justiça, em lugar de serem executados sumariamente, e, assim, enobreceram as forças armadas. Esses julgamentos disseram ao mundo: "Nós temos os princípios que faltam a vocês, criminosos de guerra". Ao levar Bin Laden a julgamento, os EUA poderiam ter transmitido a mesma mensagem, e não uma que diz "execução sem julgamento pode ser chamada de justiça".
http://www.minassemcensura.com.br/conteudo.php?MENU=2&LISTA=detalhe&ID=70

Celso Amorim: “Enforque-se o cara, depois deem a ele um julgamento justo”
(...)
Tampouco deixa de chamar a atenção de quem acompanhou as reações iniciais ao momentoso feito, a questão, colocada de maneira talvez mais sutil, sobre quem foi o verdadeiro autor da façanha: o urbano, suave e pacifista presidente atual ou seu antecessor, cujo estilo e ideias, digamos assim, estavam mais próximos (até em razão de sua origem) do Velho Oeste. Quem foi o responsável pelo início da caçada, quem determinou ou aprovou os procedimentos ampliados ou aprimorados (enhanced) de investigação? E quem foi que disse, em tom de quem sabe perseguir uma causa justa, “nós o arrancaremos de sua toca” (we will smoke him out).
Tudo isso parece irrelevante quando o secretário-geral da ONU sacramenta do alto de sua autoridade moral de representante da Comunidade das Nações a ideia de que a justiça foi feita. Se for assim, pode alguém ingenuamente perguntar-se: para que tantos tribunais internacionais, tantos conselhos e comissões, já que a justiça pode ser obtida de forma tão mais simples e barata?
Em suma, para que relatores especiais sobre execução sumária, quando na verdade quem determina se um ato foi uma execução sumária ou a efetivação da justiça (natural, divina?) é seu próprio autor? Não entremos na discussão sobre a legalidade das ações recentes, à luz da Carta da ONU, da integridade territorial dos Estados ou das resoluções do Conselho de Segurança.
Supor que o direito à legítima defesa, para legitimar um ato praticado dez anos depois do que deu origem à reação, é esticar a corda um pouco demais. Como também é zombar da inteligência mesmo dos mais tolos e ingênuos sustentar que uma pessoa vivendo isolada do mundo, com algumas mulheres e filhos (e aparentemente se deleitando com filmes pornográficos), sem telefone ou internet, continuava a controlar a elaboração e execução de ações terroristas de alguma envergadura.
Certamente, ninguém, salvo os familiares mais próximos e alguns fanáticos, vai chorar a morte de Bin Laden. “O mundo tornou-se um lugar melhor com seu desaparecimento”, poderá alegar-se, o que de resto é verdade em relação a muitas outras pessoas, que nem por isso são abatidas sumariamente.
O que está em jogo são procedimentos de justiça interna e internacional, aquilo que os anglo-saxões chamam de due process. Com tantas outras situações no mundo, em que o vilão pode ser posto para correr (ou morrer), há razões para temer que o dito comum no faroeste sobre ladrões de gado passe a ser uma norma não escrita do Direito Internacional: “Enforque-se o cara, depois deem a ele um julgamento justo”.
Neste caso, aliás, a julgar pelo segredo em torno das fotos e a liberação altamente seletiva das informações, nem mesmo esse tipo de justiça póstuma deve ser esperada.
Celso Amorim
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/celso-amorim-%e2%80%9cenforque-se-o-cara-depois-deem-a-ele-um-julgamento-justo%e2%80%9d.html

Uns fiapos de meada

Diariamente, publicação de citações de textos, de artigos e de notícias sobre um tema que foi recorrentemente discutido em jornais e blogs de notícias e de comentários.